sábado, 25 de maio de 2013

Sávio, o pinto pequeno e as fundamentalidades.

        Sávio é, realmente, uma figura! Estávamos, um grupo, ontem em um boteco conversando as conversas de boteco e, claro, sendo o nosso grupo um grupo de gente com cabeça mais ou menos diferente, de repente o assunto virou para as coisas fundamentais da vida – ou da sobrevivência na Vida, seja lá...

Que é fundamental se ter um bom emprego, com bom salário; que é fundamental ter um casamento, uma boa casa, dinheiro para as férias, um carro bom e seguro e estas coisas todas  fundamentais, além, é claro, das coisas secundariamente fundamentais como religiosidade, cultura, informação, arte...

Um dá um palpite de cá, outro dá um piteco de lá, dois falam ao mesmo tempo e Sávio lá, ouvindo.
Sávio é sempre muito atento ao que as pessoas falam. (Não sei bem, cá comigo, se ele presta mesmo essa atenção toda ou se é apenas uma estratégia teatral ou egóica ou uma cara externa que camufla uma reflexão interna... sei lá. Não importa!). Sempre com a cara de que reconhece muita importância ao que o interlocutor está falando. (Isso agrada ao falante e é aí que me intriga essa “atenção que ele dá”... bom, mas o assunto é o Sávio.)

De repente, no meio do assunto das coisas fundamentais, Sávio se endireita no banco da mesa, põe a águia para a frente, abre o leão e fala teatral:
- Fundamental é ter pinto grande! Eu, por exemplo, tenho pinto pequeno. Não é uma empada de palmito, mas é pequeno e fino. E mais teatral ainda dá prosseguimento – cheguei à conclusão que nessa vida, nada há que eu possa fazer pra aumentar o tamanho dele. Já sofri, já escondi, já usei sunga com meia enrolada dentro, já fiz de tudo e nada. O pequeno continua lá e pequeno!
Levanta mais ainda o tronco e com cara de regozijo de vingança completa: Decidi que na próxima encarnação, nem que eu venha magro, feio, fedido e desdentado, eu virei com um pau de vinte e sete centímetros! E aí ninguém vai me segurar.

Degusta um pouco, por segundos, o efeito que causou; pára um outro segundo e completa
- Mas aí, o fundamental vai ser ter um corpo legal, ser bonito, cheiroso e com todos os dentes!

Definitivamente Sávio é um figuraça!

sábado, 11 de maio de 2013

Reencarnação


Da Série 
CONCLUSÕES PESSOAIS.

REENCARNAÇÃO
As concepções hindus e budistas sobre a reencarnação tratam da continuidade da vida, como um processo de nascimento, crescimento, amadurecimento e morte e ainda a transmigração do espírito para outro corpo.
Isso me mete um certo medo: me remete às leis imutáveis dos sistemas de castas hinduístas. Sou manga, nasci como manga, amadureço e morro como tal. Do caroço dela vai brotar um novo pé de manga que frutificará mangas.
De todas as crenças na reencarnação, a que mais me aterroriza é a kardecista...  mas esse terror é meu e eu que trate e cuidar de mim diante dele!
No meu entender, a reencarnação prescinde da morte. Ela é automática e dinâmica a todo instante da vivência da Vida. Tudo aquilo que eu apreendo do outrem, do universo que não compunha a minha totalidade antes dessa experiência de apreensão é reencarnado por mim, na minha carne (minha totalidade como ser).
Grosso modo, reencarnei meus pais, reencarnei professore, ídolos s e todo o Todo que não estava em mim, ainda. E continuarei reencarnando por todo o sempre até quando tudo estiver reencarnado em mim, formando-me, novamente, com o TODO.
Não é à toa que as deidades hindus são representadas, às vezes, com muitos rostos, além de sempre com muitos braços...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012


O NATAL E A DESOVA DA CULPA CRISTÃ

De novo, outra vez, natal e os extremos das vias norte de Brasília ficam infestados por “acampamentos de pobres”. E é uma coisa imunda.
Pobres desse naipe gostam da imundície, do lixo mal-cheiroso quando nunca se sabe se mais cheira mal o pobre do lixo ou o lixo do pobre. Quentinhas vazias, sacolas plásticas, comida estragada, crianças sujas e um sempiterno cachorro magro. Amontoado de coisas escuras, barracas de lona suja, merda e alimentos no mesmo local. Esse pobre não tem nojo. Nojo é coisa de outra classe de bichos.
Escandalosamente acampados nas beiras dos meio-fios, debaixo de árvores. Tudo um único monturo de coisas. Gente, bicho e merda no meio do lixo. E como pobre fabrica lixo!
Horrorizados comigo, Senhores? Calma, ainda tem mais para horrorizá-los.
Na outra ponta os shoppings centers e supermercados. Escandalosamente limpos, bem-cheirosos e fartamente iluminados e toda uma gama de outros bichos com seus carros e suas carteiras com dinheiro.
Multidões atarefadas em mais fausto para as suas ceias e os seus natais e os presentes, e os amigos ocultos e os presentinhos para os filhos comprarem a boa vontade dos professores que os deixaram de recuperação. Presentes para o chefe nojento. Presentes para as sogras e os cunhados e mais, e muito mais, para si mesmos nas lojas iluminadas cada vez mais que vendem bolsas de valor intrínseco módico por exorbitâncias que fazem esses seres se sentirem mais do que os outros. Seres que depositam suas merdas em privadas limpas, claro, mas que merdam do mesmíssimo jeito que os outros bichos.
Por um Mistral qualquer essa gente é tomada por uma sentimentalidade cristã e, entre os perus de natal, vinhos, frutas, bacalhaus, tênderes e chésteres – os quais “colhem nas gôndolas sem lhes notar muito o preço – para os seus festins – acham um pequeno tempo para chegar à seção de cestas básicas, quando procuram a mais barata, compram uma meia dúzia delas e, na volta para suas casas, passam nos monturos de lixo de gente e merda e “praticam” a caridade cristã, desovando lá as cestas básicas baratas, sem laço de fita e sem papel de presente.
E ali desovam também toda a sua culpa cristã e vão para os seus lares com a consciência apaziguada porque cumpriram a solidariedade humana.
E mais, Senhores, assim também fazem os padres, os pastores, as igrejas que passam o ano inteiro pedindo polpudos dízimos e doações e, no natal, fazem um bazarzinho com coisinhas doadas pelas senhôras (isso mesmo, com som fechado) cristãs para arrecadar mais fundos para compra de cestas básicas baratinhas para entuchar nos pobres e, boca abaixo, fazer com que eles engulam essa culpa que a pobreza deles causa nos abastados.
Enquanto isso... peru, bom vinho, frutas frescas e secas são engolidos com enorme prazer por essa gente, já agora sem nenhuma culpa.
Eu pergunto (sempre eu pergunto) o que seria mais imundo: pedir safadamente esmolas nas vias públicas ou dar esmolas, safadamente, nas vias públicas, na época do Natal?


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Fala sério!


... e você que é politicamente correto, o que pensa quando

chega ao seu banco e agora o gerente é um travesti montado?

o novo coordenador da sua sessão de trabalho é portador da síndrome de down?

o novo síndico do seu condomínio é ex-presidiário?

o novo delegado de polícia é ex-viciado em crack?

o novo padre da paróquia namora com o coroinha?

o seu novo vizinho é umbandista e você acorda com uma vela preta acesa na sua porta?

o administrador da verba arrecada para a confraternização de final de ano é cleptomaníaco?

a sua nova empregada é linda, loira e gostosa?

sabe que a sua chefe no trabalho é casada com 2 homens?

... Então, pára de ser politicamente correto e tente ser correto, porque isso tudo seu é falácia e falácia pobre!

domingo, 18 de novembro de 2012

O Pleroma


Toda criatura é, essencialmente, leonina.

Planetas internos - personalidade do desejo divino
        Sol - essência divina
        Mércurio - expressão do divino
        Vênus - forma do divino
        Terra - ambiente para identidade do divino

Lua - liame entre o divino e o divino manifestado

Planetas externos
        Marte - ação do divino manifestado
        Júpiter - expansão da identidade do desejo divino
        Saturno - sedimentação da identidade do desejo divino
        Urano - anti-identidade do desejo divino
        Netuno - experiência de sensciência do divino
        Plutão - reformulação do desejo divino.

 É assim. Se você não compreendeu, estude menos. Quem sabe você não consiga ter uma visão pessoal e não apenas transmissora de visão alheia?




sábado, 17 de novembro de 2012

sabem de uma coisa? as pessoas boas, as que copiam e colam mensagens de bom dia, dia, as que recitam poemas alheios de amor, as que sorriem sorrisos de irmã paula, as que rezam, as que olham com olhar de complacência... essas são o Inferno!
Pronto, falei!