segunda-feira, 15 de março de 2010

O Divino e a Crueldade


Na minha compreensão do Divino e suas manifestações – uma compreensão absolutamente pessoal – a Divindade “encarna” e vive como seres na Terra (e quiçá em outras paragens) com o objetivo simples de se darem experiências sensoriais e mormente as de prazer. O conceito de mahalila dos hindus corrobora, de alguma forma, o meu modo de pensar.

Resumidamente, a Divindade se dá um corpo físico, com “aberturas” (os órgãos dos sentidos) que facilitam a percepção do fora e do dentro e essa experiência permite, a essa divindade corporificada, identificar-se e reconhecer-se no outro – mesma divindade em outra corporificarão – e mais ainda a si mesma, como Divindade. O budismo deu-me, também, grandes subsídios para essa conclusão.

Para uma maior compreensão do que venho dizendo e, se os meus leitores se interessarem, tudo isso queda mais bem explicado no meu livro “A Vida é foda. Então, foda-se! – Lilith e o prazer da transgressão. Encontrável nas boas livrarias

Então, voltando ao que quero falar, ontem, uma dessas “em-carne-ações” da Divindade me procurou para comentar sobre o parágrafo com que eu termino o texto A Mulher louca. O pleonasmo e a Carta.

Esse ser que me procurou é, seguramente, uma das mais puras e cristalinas manifestações do Divino na Terra. É um ser de completude tão provecta que não se encaixa em qualquer descrição do que seja uma vida na Terra porque, como os deuses hindus, tem apenas dezesseis anos para sempre.

É paradoxal entender isso, eu sei. Mas é honra verdadeiramente subida poder privar da convivência com ele. Não é à toa que o chamo, respeitosamente, de Muni.

É honra na medida em que se pode confirmar a Divindade nele e, posto isto, declarar o Namastê! em mim, em vocês e em todos os seres.

Ele apareceu, sensibilizado, com a crueldade com que afirmei que eu teria me utilizado da moça (a do texto) e me descartado dela quando se tornou desnecessária.

No momento, respeitando a sensibilidade dele, houve melhor que eu não falasse muito mais do que falei... e agora estou aqui para uma resposta a todos nós, a Divindade:

Sim, Muni, fui cruel. Mas eu lhe pergunto, você conhece alguma divindade que também não o seja? Se eu estiver acertado nas minhas convicções, Eu/Divindade não devo sê-lo também, na medida em que essa crueldade se faça necessária?

Não estou, aqui, esperando uma concordância sua. Estou apenas re-afirmando a minha crueldade e mais, dignificando-a!

Estou aqui para uma ratificação da minha atitude e, ao mesmo tempo, oferecer-lhe uma nova pista para que, munido (que insight magistral – munir!) de suas próprias experiências divinas-na-terra, possa concordar ou discordar de mim-divino-na-terra. Vou parecer frio. Não me comove.

O cerne da sua questão me pareceu ser o uso frio de alguém ou algo enquanto útil e, depois disso, o descarte.

Para que possamos evitar que nos descartem – pois que também somos usados e descartados muitas vezes – não caberia a nós encontrar a nossa capacidade se sermos eternamente úteis?

Namastê!

A Mulher Louca. O Pleonasmo e a Carta

Eu tenho um irmão – mulherengo dos mais aguerridos – que me fala sempre:

“Nisso (a minha família me chama de Nisso), mulher não fica doida. Mulher piora!”

Com o tempo fui vendo que essa é uma afirmação corrente entre quase todos os homens e não só dele.

Sabe-se lá, se pela eterna incapacidade dos homens em compreender as mulheres ou se pela eterna incapacidade das mulheres de se fazerem compreendidas.

Para mim, pessoalmente, a coisa é muito simples: as mulheres apenas fazem uma pequena confusão entre os properispômenos bolso e bolsa. Homem é bolso, apenas o masculino da mais profunda paixão delas, depois dos sapatos – a bolsa!

Mas está vagando por aí, pelas brasílias e seus bairros uma mulher que, se não ficou doida de vez, piorou até o ponto máximo.

Sim, já lhes digo tudo:

A mulher ainda continua afirmando que eu “escrevi carta”. Isso, assim, mesmo, “o Gê escreveu carta!” Ora, para uma compreensão básica, mínima, comum é necessário antepor um artigo feminino, definido ou indefinido ao substantivo. “... escreveu uma carta”, ou “... escreveu a carta!”. Mas não, Senhores... ela baba pelas ruas, botecos, pela cozinha malcheirosa da casa dela e em bares onde pessoas possam pagar o álcool que ela necessita diário – “... o Gê escreveu carta!”.

É preciso lembrar que a moça teve formação educacional bem rala e tem falhas tristes, digamos assim, na elaboração de frases e períodos. Concordância nominal é brutalmente ferida por ela. Mas sejamos indulgentes, a moça tem alguns encantos na fala sedutora e toda gente trata de fechar os ouvidos preparados, diante dessas escorregadelas.

Sim, a moça é bonita também, é fato. Isso ajuda. E para um sexo rápido, que necessidade faz a concordância nominal ou a verbal, não?

Mas e a carta? (viram como é necessário um artigo para definir mesmo as coisas ainda indefinidas?)

Será que a insanidade dela passa por umas necessidades de que ela mesma, a moça que não conjuga corretamente os verbos e faz dispensa dos artigos, publique ao mundo - ou a uma determinada pessoa (realmente, o artigo, essa coisinha miúda e quase imperceptível, é tão importante!) os dela segredos de alcova?

Será que a moça louca (pleonasmo?!) imagina que eu vá publicar os dela segredos de alcova? Ora, pois! Graças eternas à Deusa dos Lençóis sujos, eu só estive, por pequeno espaço de tempo, presente em uma das suas façanhas sexuais... Não! Não! Claro que não participei. Eu apenas entrei numa cozinha dos meus anfitriões e, de repente, vejo, sobre a bancada do fogão, uma mulher e um homem fazendo sexo. Ele estava em pé, atrás dela. Não arriscaria dizer que estava penetrando o ânus ou a vulva dela... e a moça falava aquelas coisas corriqueiras que se falam durante o sexo... mas tão normal isso, não?

Dei o recado que tinha que dar a ela e saí. (se cabe a informação, os dois moços não pararam de fazer o que tinham começado.)

No mais, eu apenas soube, por boca dela (hmmm, gostei desse cacófato aqui!) que houve incursões por suítes de hotéis; kitinetes de moços solteiros enquanto ainda era casada com o pai do filho dela; sexo oral movido pela possibilidade de ganhar um aparelho celular; sexo forçado com um gay em residência alheia – sem autorização do dono da casa e na ausência momentânea dele; tentativa de sexo com um aluno casado – cujo casamento com outra mulher, fora oficiado por ela... essas coisas. Mas frise-se bem: ela me contou essas coisas. Não vi. Não estive presente e não posso confirmar nada. Aliás, como me disse a holandesinha, essa moça viaja muito e mente mais ainda. Não sei. (embora, com o passar dos dias, eu venha comprovando que a menina das longas tranças douradas tinha, mesmo, razão!)

Sim, eu soube disso tudo, mas daí a pensar que eu faria ou teria algum julgamento moral sobre isso é investida pessoal dela. E lamento, Senhores, essas coisinhas do prazer escondido não me calam mais nada no espírito.

De que forma, com que conteúdo e com qual substância eu escreveria “carta”? Carta com essas coisinhas miúdas do dia-a-dia de todo mundo? Ora, façam-me o favor! Gosto de escrever, até cartas, afirmo. Mas com assuntos que possam mover o mundo do seu marasmo moral e da mesmice medíocre. Não dispenso tempo com cartas que relatariam sexos e pornografias que, no meu entender, não passam de “exercícios de lubricidade” (não é mesmo, Hilda?).

Falem-me da castidade punida de Santa Teresa D’Ávila! Falem-me dos arroubos de dúvida na fé de Madre Tereza de Calcutá; nas tentações de Santo Antão; no desesperado suicídio de Dalida e eu farei cartas! E fá-las-ei mesmo ainda que a mesóclise me cause ânsias de vômito (hehehe, Hilda, adoro você por todo e para todo o sempre!)

Mas me preocupar com uma mocinha louca (perdoe-me, Paulinha, mas não posso ficar repetindo isso de que mulher piora...) que se tortura de maneira cristã porque eu não escrevo “carta” para ela e o dela marido? Sai, freirinha, porque o meu corpo só a mim pertence!

Voltando lá em cima, onde falo do properispômeno: o meu bolso se fechou e nunca mais liberarei os meus cartões de crédito para ela ou para os seus companheiros de bar, surdina e as dela calcinhas-fio-dental esgarçadas de tanto uso, aparecendo, vulgarmente, acima do cós das saias curtas.

Lamento. Mas sou de outra terra, estrangeiro nessas paragens. Fui turista durante algum tempo. Usufruí o que a moça podia ter me dado. Mas agora a moça já não é mais útil. E o que se faz com as coisas inúteis? Descartam-se.

sábado, 13 de março de 2010

O Hábito salutar da fofoca


Todo mundo fofoca! Não há ser neste mundo que não fofoque!

Com certeza os fofoqueiros dissimulados arribarão o peito, cruzarão os braços (esse é um sinal, hein!), descerão a voz e com boca semicerrada dirão que não. Que eles não fofocam. (se você prestar bem a atenção notará que eles falam assim, nunca olhando nos olhos do interlocutor, mas sempre para o lado direito – o que transparece a burla).

Eu continuo afirmando veementemente que todo mundo fofoca. Mesmo à revelia desses falazes burlescos, eu vou morrer afirmando isso.

Bem, estou aqui, não para apontar os fofoqueiros dissimulados, mas tão somente para defender a prática da fofoca como hábito saudável de se porem as coisas em pratos limpos e desmistificar atos ou comportamentos.

Qualquer fato que mereça ser fofocado o é por transgredir uma moral ou sistema qualquer. Ora, no meu entender, a transgressão é ato necessário para a destruição de um determinado sistema e a criação de outro que o suplante ou suplemente.

Quando se transgride de maneira clara e assumida, o fato deixa de merecer mais atenção alheia e, portanto, fica desinteressante ao fofoqueiro ou à fofoca, embora cumpra de maneira eficaz a sua função. Quando não publicada, mormente a ocultada, o apontamento delas, pelos fofoqueiros, induz a uma catarse coletiva e uma conseqüente reavaliação: Hermes Trimegisto e o julgamento divino.

Se a transgressão é necessária e o transgressor é por demais recatado para anunciá-la, essa transgressão e sua utilidade, como mentora de mudanças, fica prejudicada caso não haja um meio eficiente de se publicar e se fazer acontecer na sua função útil.

Bem-vindos sejam, então, os fofoqueiros! Eles irão disseminar e propagar as sementes potenciais de mutação ambiental, social e cultural que aquela determinada ação haja cumprir.

Que se retire a pecha de ignóbeis dos fofoqueiros. Que pecha se pode apor aos abutres que comem carniça? Então, calem as suas bocas os fofoqueiros dissimulados. Sem os abutres, a carniça permanece e sem carniça os abutres se extinguem. Uma terra sem abutres será uma terra com carniça. E carniça é podridão. É o que se tem que remover.

Uma terra cevada em carniça necessita, fundamentalmente, de abutres ou ela mesma se tornará carniça.

Os fofoqueiros são os abutres que facultam o exercício de limpeza da carniça dos sistemas e da moral.

No momento que um sistema e os adotivos dele se decompõem, nada mais essencial, nada mais necessário do que os fofoqueiros que apontam, evidenciam, expõem para que a Lei se aplique em toda a sua plenitude. Thot agradece!

Para isso, Senhores, acabei de criar um blog para fazer fundamento à prática da fofoca.

Estejam à vontade. O Tribunal Divino ali espera e aguarda todas as informações que vão ser pesadas nas balanças. Ou pluma ou chumbo. Língua e dedos para que vos quero?

Olhos atentos, língua afiada e dedos ágeis.

Qualquer comentário que seja inserido no blog deve ser anônimo. Fofoca boa é aquela que não se tem notícia de onde começou e aonde vai terminar...

Quem quiser se animar... tomemos, cada um de nós, o nosso naco de carniça e comecemos a apontar!

http://promotoriapublica.blogspot.com

Que Maat, Thot, Hermes... (ai, que medo!) nos sejam compassivos... risos

domingo, 7 de março de 2010

O Veado e a Bicha... a mãe tem culpa nisso!


João Silvério Trevisan fez uma monumental – em todos os sentidos – obra a respeito da homossexualidade humana masculina – (usar o termo homossexualidade é ferir frontalmente a obra do autor de Devassos no Paraíso! mas... como falar sobre isso para os que não o leram?

Com uma seriedade pautada no “científico” – e os seres menos esclarecidos gostam de saber que alguma coisa tenha alguma cientificidade... ora, que tédio! – Trevisan tratou de forma contundente, esclarecedora, filosófica, psicológica, anímica – e eu diria espiritual também – da atração que alguns homens sentem por outros homens.

Mas, como homossexual, eu tenho tratado de me explicar – até com graduada angústia – a diversidade desta atração e como ela tem sido endemoniadamente suspensa, evitada, aviltada e recusada pelos próprios homossexuais.

É um tema que vem me tomando de forma espessa, grossa e chumbosa - como diria a minha amiga Hilda Hilst (que Marduk esteja lhe fazendo muito bem, minha amiga!) como os “gays” têm tratado de se uniformizar! É impressionante a regulação que fazem sobre toda a “comunidade” que se sente atraída pelos outros homens.

É um tal de malhar e bombar o corpo, usar camisetinhas justas de griffe (sem estilo e sem estética... apenas modal). E se isso fosse tudo, a moda sempre foi mesmo só isso, mas o mais expressivo nessa condução é que tudo se apartou de qualquer profundidade. Mesmo o sentido , digamos, filosófico e cultural da moda é assunto desprezível e desprezado! Nada tem mais substância ou conteúdo. É apenas repetir e tudo assim se consuma. O consummatum est fica estacado na simples imitação do pouco e do raso.

Nessa ida ao nada os gays optaram por essa uniformização de brilhos fugazes e nenhuma pergunta.

Deve ser a modernidade, eu penso. E por mais que eu seja “moderno” – e eu o sou! – talvez eu já esteja padecendo de definhamento intelectual e não possa mais acompanhar e conseguir compreender... sabe-se lá!

O que me fica patente é que os homossexuais contemporâneos estão pervertendo a conceituação de masculino. O masculino não necessita se perder, se conturbar ou se conspurcar quando é atraído por outro masculino – é simples: homem que gosta de homem! Algo mais é necessitado apor? Para mim, não!

Nesta incompreensão minha, nesta confusão, eu forneço explicações (uns dirão com olhinhos virados e braços em posição de bule – são rasteiras!) homossexual (para usar um termo compreensível) é simplesmente o que comentei acima. O homem que gosta de homem e se orgulha de ser homem (no sentido mais sagrado do masculino) e bicha é aquele que necessita se afastar desse paradigma. Vai desde aquele que quer ser mulher e corta o pinto, até aquele bombadão ativo que, na mais perfeita identidade com a moda, usa camisetinhas coladas com brilhos da marca Diesel e fala com voz de pato e com gestos de dançarina de danças orientais.

Em um ponto mais profundo – digamos um dedo deitado – eu ainda fico querendo saber o princípio, o ponto inicial, que demarca a separação entre o homossexual – o popular veado - e esses tipos divergentes... dissidentes, mesmo, eu ousaria dizer...

Hoje, lendo um texto escrito pelo Falabella (o moço redige muito bem, mas é parco em extensão...) eu cheguei à clara, luzidia, instantânea e elucidativa explicação que indica a separação entre o veado e a bicha e, com isso, uma forma de identificar:

Bicha é aquele que admira mamãe. Convive harmoniosamente com mamãe. Mora na casa de mamãe. Apresenta os seus parceiros à mamãe e mamãe cuida de lavar, proteger e defender a filhinha. São identificados com a imagem dela e até mesmo depois de que elas se vão para uma outra – melhor ou pior, não se sabe – elas permanecem e, após isso, depois da efeméride da passagem de mamãe, elas, na vingança mais atávica de todas as mães, ficam onipresentes. Contos de Nova York, lembram?

Homossexual não! Mamãe apenas foi o que tinha que ser. Está aí a diferença entre veado e bicha!

Fiquei contente. Mais uma explicação que se me dá!

Ciao, bichinhas!

sábado, 6 de março de 2010

Sheela Na Gig fantasiando a Sheila do Tchan!


Raven,

já perdi muito mais tempo de vida com você do que você pôde merecer ou não! Você continua querendo ser eu, você continua me admirando absolutamente fascinada, quer ser deitar sob mim, quer se entregar feito menina e se traveste, ao melhor estilo cristão, com fúrias e imprecações, ódios incontidos, mágoas com a vida, fracassos sucessivos enfileirados...

Eu não tenho absolutamente nenhuma responsabilidade com o fracasso que você é. Não me direcione as suas flechas envelhecidas e fracas. Vá reclamar com os seus deuses e não comigo!

Não perca o seu tempo comigo. Encontre coisa melhor para fazer: arraste o seu marido, com uma boa pegada, para a cama (ou sofá também... ou chão, sei lá; onde a sua castidade cristã permita que seja o mais selvagem e ignóbil possível) e dê uma boa foda! Se ele já não consegue mais, pegue o porteiro, o caseiro, o leiteiro, o guarda de trânsito... há enormes bagos e pirocas por todos os lados ansiando uma borboleta velha! Acredite em mim!

Se não, se isso já não é mais prazeroso, para você, do que gastar o seu tempo comigo, gaste-o! Mas gaste com força!

Foi por isso que chamei um dos meus livros de A Vida é Foda. Então, foda-se! (pode ser encontrado nas boas livrarias).

Faça da sua foda a melhor possível! Mas não espere que eu a foda. Não mesmo! J]á cumpri o meu quinhão de caridade.

sexta-feira, 5 de março de 2010

A Velhota entrou em convulsão!


Senhores, mais uma senhora (ou seria uma bichinha se disfarçando?) em desvarios de indignação!

A Coisa (falo coisa porque não sei se é homem, mulher ou coisa mesmo, então, faço uso dessa forma - os mais elegantes e refinados, perdoem-me por essa vulgaridade, mas eu preciso dela como sobremesa!) está brava! Indignada mesmo. Numa revolta de beata de sacristia quando não pode controlar os rumos e atitudes do padre!

Deusa minha do olhar perdido! A Coisa está espumando! Isto me lembra uma pseudo bruxa velha que se enfurnou aí pelos sertões do Brasil e que enche a boca para dizer que tem marido que a banca e que ela não precisa lavar roupa porque ele paga a lavadeira, embora um dia tenha encontrado o próprio marido usando uma de suas calcinhas! E vermelha, Senhores!

Tão comum essa coisa de marido usar a calcinha da esposa às escondidas, não? Mas parece que a Coisa não gostou muito disso e faz silêncio sepulcral sobre o fato... enquanto as outras pessoas riem e comentam à boca pequena... fazer o quê, não?

Claro, tudo no reduto das bruxas!

A pessoa sugere que eu volte às aulas... não entendi: eu nunca parei de ir à aulas! Enfim, volto a afirmar, sou incapaz de compreender algumas coisas. Entretanto essa, como diria, para não repetir Coisa? Tentemos... hmm... Personagem! Bom! É por demais respeitoso, mas...

Então, essa Personagem que sugere que eu volte às aulas, me parece, na minha alta ignorância, confunde velhaco com velhote. Se ela quis significar mesmo velhaco, hmmm, gostei disto!

Na verdade, gostei deveras! Se foi velhote, ah! que coisa tão ordinária! Prefiro mesmo o velhaco. Melhor ainda!! Bingo! Valhacouto! (perdoem-me, mais uma vez, o meu estilo rebuscado de quem pensa que escreve bem...)

Deixo, a seguir, a carta de desatinos, de falta de substância, de cabelos sendo arrancados e de muita, enorme, desavisada inveja que a velhota está vivendo.

Se tiverem saco, (nossa! como a vulgaridade se estabelece fácil!) paciência, - melhor exprimindo - e muita força de vontade e falta de coisa melhor para fazer, dêem uma passada de olhos!

Não há, absolutamente, nada especial ou diferente porque, indiscutivelmente, todas as crises histéricas são parecidas.

Ah, ia me fugindo: a personagem se identifica como Sheila Na Gig... não foi à aula que informava que a deusa cultuada pelos celtas era SHEELA Na Gig. Perdeu!


Aqui o texto da carta de uma "senhora" em desespero:


"Realmente, geniLLson. Ou seria geniLLLLson? Acho que foi alguém com boa intenção que te mandou o e-mail. Mas nem isso você respeita, não é? Eu vejo de uma forma diferente. Afinal, você parece um pivete metido a escrever bem que quer aparecer para os coleguinhas. Mas é só um velhaco babão. Patético! Ainda por cima com textos sofridos, um chorão mal amado. Imagine, um velhaco babão e mal amado cuspindo palavras de auto-ajuda. Que ajuda pode vir de um coração com cheiro podre? A primeira vez que li seu blog tive pena, mas depois percebi que o caquético além de não se recolher a sua insignificância, só porque acha que escreve bem numa linguagem arcaica e rebuscada, ainda agride pessoas. Ofende homossexuais inclusive. E de forma baixa e vulgar. Pois agora afirmo: saiba que escreve mal, é sem conteúdo, vulgar, pobre, rasteiro. Escrita agressiva não é sair por aí distribuindo ódio, mas a capacidade de expressar amor naturalmente. Portanto, volte à escola e arrume uma boa professora de redação. E aproveite e assista uma aulinha de religião séria. Você é o tipinho que precisa.

E veja: Quem é você pra falar de alguém? Adora colocar "l"no nome. Não se engane. Pegue um espelho e pense dez vezes antes de encher a boca para falar mal de alguém. Talvez não tenham dito, mas você parece muito mais velho do que realmente é. Acabado!

Enxergue-se: como pode falar de alguma bichinha? O que pode ser mais lamentável que um velhote tarado? O tempo passou mas não foi capaz de te amadurecer? Face passada, enrugada, praticamente deformada e fétido de coração. Lilith é sua natureza parasita, de quem não sabe amar e vive do ódio alheio. Não tem família que te dê amor e sai por aí, babando veneno. Cuspa o que te sobra em sua privada e proteja os mais fracos de inteligência de sua influência. Não permita que crianças tenham acesso ao veneno de suas palavras ou ensinará apenas como serem tão desgraçadas e mal amadas como você.

Velhaco maldito! Teu coração é um abutre à procura de carne podre. Pois se é carcaça o que deseja tome agora a minha e esteja saciado. É a única que te ofereço. E suma desgraçado! Engula esta podridão e mostre a todos sua verdadeira face: um parasita comedor de carne podre. Miserável! Publique em seu BLOG que queria ser teen e assuma sua verdadeira natureza. Faço questão de não fazer disso um comentário e te dar a oportunidade de assumir. O que você tem de melhor é a capacidade de servir de exemplo: do que ter nojo, do que não ser, do que se afastar. Seu destino é sofrer como um velhaco abandonado. Isolado da família, dos amigos, sem respeito ou admiração nem mesmo dos descendentes, que se envergonham de sua aparência desprezível, assim como deve ter ocorrido com seus pais. Certo? Nojento! Siga com sua corja desgraçada no rumo que definiu. Afunde em seu destino maldito, e receba o desprezo do mundo. Saiba: todos o abandonam à própria sorte porque é fraco, não sabe amar e desconhece o que é respeito. Isto é covardia.

Vai lá vovô. Perca seu tempo respondendo. Babaca!

Perca seu tempo e sua velhice assim: respondendo. E siga tendo das pessoas o que tanto deseja: pena, ódio, medo, nojo, desprezo, revolta, enfim, carne podre. Siga servindo de exemplo purulento. Siga pensando: e agora? Quem me escreveu? Quem foi a covarde? É o universo que vomita ao te ver. São tantos, não é?

Então, pense duas vezes antes de falar de bruxas! Que a Deusa Sheila nos livre de todos os patetas!



Sr Bottin Santana escreve... e eu revido!

Bottin Santana enviou-me este email e, óbvio, como sói acontecer com todos os covardes, não se identifica.

Não faço a mais pequena idéia de quem seja essa pessoa. Botim, para mim significa apenas as botinas "rancatoco" dos caipiras. Provavelmente devem ser a mesma coisa.

Enviou-me esta mensagem em português sofrível, em ritmo literário bate-estaca, no melhor estilo de pregação cristã equivocada, esquecendo-se que o meu blog se chama Lilith e o Prazer da Transgressão para que seja exercitada a transgressão e não a tradição!

Enfim... Senhores leitores meus, passo-lhes a mensagem para que se divirtam. Boa sorte!

"Por que o sr. trai o amor daqueles que te amam? Como pode não pensar no próprio filho, na própria mulher, na própria neta antes de espalhar agressões vulgares, baixas pela internet? É a eles que humilha em cada palavra de ódio, em cada palavra de carência. Como pode o amor deles não ser suficiente? Que ofensa!. O sr. registra para todos lerem: minha neta não é suficiente, meu filho eu desprezo e aquela mulher de nada serve, mais servem as bichinhas wiccanas. É nelas que pensa. Pense na vergonha de seu filho, lembre dele, converse com ele e peça perdão. Pense neles antes de ofender alguém, porque é a eles que ofende antes de qualquer um. Pense neles antes de divulgar textos tão baixos. Eles são humilhados ao perceberem que o próprio pai, o próprio avô desconhece o que é amar, é carente, fantasioso e tem fome de sexo para fugir do amor. Envelheceu no corpo, mas não cresceu no espírito. Que exemplo o sr. pretende dar para a própria neta? Veja a vergonha que ela sentirá e como a terá ensinado a ser infeliz. Imagine o mal que no futuro isso pode representar na vida dela e para o mundo. Reflita sobre os inocentes que magoa com suas palavras, naqueles que amam os ofendidos, inclusive crianças. Como devem se sentir? O sr. ainda não pensou nisso? Pois pense. E como se sentirá sua neta se o sr. for ofendido publicamente na mesma proporção do seu hábito por um de seus agredidos? Veja a sua responsabilidade e assuma. O que ela sentiria ao ver denegrida a imagem do próprio avô? O que deve ser um avô para os netos? Respeite os sentimentos dos outros e se recupere de todo esse mal que sente, não é só a si que afeta. No seu blog não há palavras de amor ou gratidão, só de carência, revolta e ódio. Amar não é pedir, é distribuir. Como pode ter traído tanto os que quiseram te amar e trazer-lhes tanta vergonha? Sua vaidade tem sido maior que seu amor, não se permita ser tão fraco. Veja quantos não te agrediram para proteger sua neta, seu filho, sua mulher. Não jogue para os outros essa responsabilidade que é sua. Quando não tiver algo bom para dizer, lembre de como é nobre e elegante o silêncio. E seja feliz! Tenha essa coragem! No fundo, ainda que por vezes não perceba, isso é o que o universo lhe deseja.

P.S.: Ia fazer esse comentário no seu blog, mas vi que todos leriam e achei melhor retirar, para evitar exposição desnecessária das pessoas, não é essa minha intenção. Quero sua reflexão..."

Só uma perguntinha, Bottin: de alguma forma você imagina que eu vá me preocupar ou não com o que você quer?